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Uma das principais rádios dos Brasil nos anos 90, a RPC FM retorna suas atividades com novo visual

Rio de Janeiro, RJ: Quem era fã e ouvinte assíduo da RPC FM (100,5 - hoje FM O Dia), não esquece das músicas "dance" que faziam sucesso naquela época. E durante um tempo, a RPC FM esteve no dial carioca, tocando versões de músicas extendidas, sem os tradicionais cortes que são realizados hoje.

Com o mote "a música não para" e as vinhetas da época da rádio no dial carioca, a RPC FM está voltou via internet produzida pela Digital Brasil de Rádios.

Ouça a RPC FM Online na internet acessando o endereço: http://www.rpcfmonline.com.br
A volta da rádio está a todo vapor. Com isso, sucessos do pop rock que tocavam na época dos anos 90, estarão de volta na programação, como Skank, Legião Urbana e outras bandas e além de sucesso atuais.

A programação da rádio está sendo feita através da votação dos ouvintes/internautas no site da Rádio, os clássicos da RPC estão ganhando, conforme informações repassadas pela direção.


Até meados dos anos 80, a FM 100,5 carioca era a Nacional FM, rádio de MPB que pertencia à Radiobrás. Era uma rádio excelente, que atraía boa audiência, tanto entre o povo como entre formadores de opinião. Certa vez, o vocalista dos Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna, disse que ouvia a Nacional FM, algumas vezes.


Mas veio governo José Sarney, com a sua vontade de distribuir outorgas de FM no país todo. No Rio, havia uma limitação técnica, pois a maioria das outorgas de FM já tinham sido distribuídas pelos governos militares pós-1964. Até que se descobrisse a disponibilidade do canal FM 93,3 (vazio na época), alguém no Ministério das Comunicações teve a "brilhante" idéia de privatizar a Nacional FM 100,5, mas sem exigir a permanência da programação de MPB.

A rádio foi vendida, com outorga, estúdios, equipamentos, tudo. A bomba caiu nos ouvidos dos ouvintes: o novo dono, Paulo Cesar Ferreira (também dono da Musical FM de Petrópolis, da 88 FM 88,3 de Volta Redonda e de outras rádios; hoje a 88 é do deputado estadual Edson Albertassi e é evangélica) tirou a Nacional FM do ar, e criou a RPC FM, que foi popular por apenas um ano, tendo mudado para pop logo depois.

No tempo em que foi rádio pop, a RPC teve um mérito: dar dor de cabeça à rádio Cidade, já totalmente perdida, e à Transamérica, que nunca teve um rumo, mesmo. Seu primeiro programador foi Dodde, nosso colaborador da comunidade Dial♪ Rio de Janeiro e hoje gerente da JB FM, à época com 20 anos e em seu primeiro emprego em rádio. Ele programou a primeira música, às 6h da manhã do dia da inauguração como rádio popular (1º de agosto de 1988), embora hoje ele não lembre qual.

A RPC foi a rádio pop que mais se aproximou da criatividade da rádio Cidade de 1977. A RPC nunca cortava as músicas, sempre as tocava na íntegra. E privilegiava as versões mais longas das músicas, se a gravadora ou artista disponibilizasse. Tinha também muitos programas de DJs, alguns ruins, outros excelentes. Até José Roberto Mahr teve um programa lá.

A RPC também lançou vários artistas da música pop e do funk carioca, que teve espaço na rádio, mas com menos baixaria do que nos bailes. Foi a RPC que lançou o Gabriel O Pensador, ao ser a primeira rádio a tocar a versão demonstração da música "Tô feliz, matei o presidente". Claro que a música foi banida pela Polícia Federal, e também houve a intervenção contrária de uma assessora do governo Collor: a própria mãe de Gabriel.

Paulo Cesar Ferreira vendeu a rádio para o grupo O Dia em 1992, para ter capital para sua empresa de TV a cabo da Barra da Tijuca, a RPC TV. O grupo O Dia manteve a rádio, mas sem confiar muito no seu potencial. A rádio morreu sucateada.

A partir do fim da RPC FM, em outubro de 1998, a outorga FM 100,5 passou a abrigar a FM O Dia. Não a rádio romântica que outrora ocupou os 90,3, mas outra, que até hoje privilegia as músicas sacolejantes: pagode e axé music, além de modismos de temporada.

Hoje a RPC está no ar em seu formato online 24 horas no ar e já presente em vários eventos pelo Brasil e EUA.